quarta-feira, 4 de agosto de 2021

  • quarta-feira, agosto 04, 2021
  • Redação
Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters


Por Agência Brasil

O canadense Andre De Grasse acrescentou um ouro a uma coleção crescente de medalhas menores ao vencer a prova dos 200 metros (m), o Quênia teve uma dobradinha nos 800 m masculinos e Peruth Chemutai fez história para Uganda em mais uma noite (horário do Japão) brilhante para o atletismo na Olimpíada de Tóquio nesta quarta-feira (4).

Tudo isto veio na sequência de outro grande recorde mundial nos 400 m com barreiras de manhã, quando Sydney McLaughlin derrotou a compatriota norte-americana Dalilah Muhammad na pista super-rápida, e a nova tecnologia de calçados continuou a fazer troça das comparações históricas.

De Grasse, que correu à sombra considerável de Usain Bolt durante a maior parte da carreira, havia conquistado seis medalhas de bronze e duas de prata em corridas individuais e revezamentos internacionais, mas está uma máquina em Tóquio.

Mostrando um discernimento perfeito, ele superou o líder Noah Lyles e registrou um recorde canadense de 19s62, tornando-se o oitavo homem mais veloz da história nesta distância.

“Em 2016, eu era um menino, e inexperiente, mas agora tenho muitas expectativas de sair com medalhas”, disse o atleta de 26 anos, que ficou com a prata atrás de Bolt nos 200 m no Rio de Janeiro.

“Queria mostrar que todas as minhas contusões ficaram para trás, e que posso levar uma medalha de ouro para casa”, declarou.

Três corredores dos Estados Unidos o seguiram (Kenny Bednarek, Lyles e Erriyon Knighton, de 17 anos), mas a busca dos atletas norte-americanos pelo primeiro ouro olímpico desde 2004 em qualquer uma das provas masculinas de velocidade continua.

Emmanuel Korir e Ferguson Rotich formaram a dobradinha queniana nos 800 m masculinos, o quarto ouro sucessivo de atletas do leste africano no evento.

Chemutai se tornou a primeira mulher ugandense a conquistar um ouro olímpico em qualquer esporte com um desempenho bem calculado nos 3 mil m com barreiras.

Uganda só venceu outros dois ouros olímpicos, ambos no atletismo masculino, em 1972 e em 2012.

Um dia após Karsten Warholm obter um recorde mundial espantoso nos 400 m com barreiras masculino, McLaughlin reduziu uma parcela quase tão grande de sua própria marca: a corredora de 21 anos cruzou a chegada em 51s46, pulverizando o tempo de 51s90 que ela mesma estabeleceu nas seletivas olímpicas de seu país.

O polonês Wojciech Nowicki finalizou uma sequência muito firme com sua melhor marca pessoal no lançamento de martelo, 82,52 m (uma dobradinha no evento para o país depois que Anita Wlodarczyk garantiu um terceiro título sucessivo na última terça-feira).

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